quinta-feira, 30 de abril de 2009

Leandro's Farewell (part 2)

O Leandro convidou pra sua despedida (sim, a segunda, agora derradeira), já que ele embarca amanhã. Nada de exagero pois ele pega o voo pela manhã (e eu também tenho sete horas de ônibus pra enfrentar), apenas umas cervejas no Incognito com alguns dos seus colegas de trabalho na Ericsson, trainees da Aiesec e outros brasileiros que ele conheceu nesses quatro meses de Hungria.

'Tava bacana, mas o clima de despedida impede que seja uma ocasião feliz, ainda mais no caso dele em que deixa laços e pontas desamarradas deste lado do oceano e gostaria de ficar.


Leandro, eu e Diego.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Normafa

Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Pois domingo fomos no tal parque nas montanhas da cidade e hoje fomos novamente. (Como se só tivesse um lugar bacana pra se visitar aqui).

Mas acontece que o pessoal do comitê da Aiesec daqui é bastante ativo e sempre inventa algo pros trainees fazerem durante a semana. Recém ontem sugeriram na mailing-list fazer um passeio lá e hoje já fomos de fato. Só que dessa vez à noite pra ver as luzes da cidade. Esse é um grande barato dessa cidade, porque na verdade são duas: uma durante o dia e outra durante a noite, ambas lindas.

O lance também era pra ser uma espécie de "farewell" pra um trainee chamado Thiago que eu ainda não conhecia. Só quando já estava lá e ouvindo um inglês com sotaque bem familiar que fiquei sabendo que era um brasileiro. O cara é de Uberlândia, estava aqui por dois meses e vai embora amanhã, uma pena q não nos conhecemos antes pois o cara é gente finíssima e fizemos faculdade do mesmo curso. Enfim, c'est la vie...

Pizza, waterpipe e violão sob o céu da Ursa Maior. Sorte que o Thiago (Não o trainee, nem o músico. O meu irmão.) me ensinou a tocar algumas dos Beatles, só eles pra agradarem em qualquer lugar do planeta.



Na foto: Marrocos, Alemanha, Hungria, Nova Zelandia, México, Colombia, Australia, Rússia, Brasil.


Zóiodizumbi.


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Do it yourself!

Nada de excitante hoje. Não precisa ler. Pode ir fazer algo interessante.

Ok, eu avisei...

Bom, no trabalho estamos com um projeto novo. Na realidade é um ante-projeto. (Putz, não sei mais se isso leva hífen ou não... Maldito acordo ortográfico!). Estamos re-escrevendo um programa que recebe dados dinâmicos das embarcações que navegam pelo Danúbio, valida-os e registra num banco de dados para posterior consulta. Parece simples, mas não é. Não que seja extremamente complexo, mas como são informações de alta responsabilidade (uma falha pode chegar a causar um acidente), tem que se pensar em todas as possibilidades. Desafio interessante.

Tirei a segunda-feira pros afazeres domésticos. Entre eles, fazer as compras da semana. Indo de metrô, em quinze minutos dá pra chegar ao Tesco, um hipermercado tipo o Big. Nada de mais à princípio, mas é em coisas pequenas que percebo os detalhes que tornam essa experiência grande. Por exemplo, aqui é tudo na base do "faça você mesmo". (Ou pague!). Quer ver?

Quer usar um carrinho de compras? Tudo bem, é só colocar uma moeda e tudo certo. Fez compras e quer levar pra casa, né? Trouxe tua sacola? NÃO?!?! Ok, não tem problema: eles até te vendem. Ah, e tu acha que os produtos vão entrar por si na sacola? Mãos à obra: empacota, criatura.

E é tudo assim. Quer abastecer? 'Tá ali a bomba. Quer que alguém faça o serviço? Beleza, é só pagar um precinho especial. Garçons? Só nos restaurantes caros. Se tu quer beber algo, o balcão é logo ali e tu tem duas pernas. E é tudo assim. TUDO! (Com exceção de bufé self-service, o que aqui ainda não vi por aqui.). Não é uma questão de hábito, é uma questão de cultura.

'Tá, no Brasil às vezes a gente também precisa devolver a bandeja ao terminar a refeição ou pegar um refrigerante direto na geladeira do postinho, mas muitas vezes a gente se acha no direito de exigir dos estabelecimentos esses favores - "eu 'tô pagando, quero ser servido, ora". Perceber esse tipo de coisa é bom pra repensar até onde vão os direitos e deveres nas operações mercantis e porque tantas empresas evitam o mercado brasileiro pelo receio do que pode acontecer numa eventual briga judicial com um consumidor.

Ah, e hoje me botei a cozinhar. A janta foi omelete com salsichas e queijo. 'Tô ficando bom nessa matéria!!

domingo, 26 de abril de 2009

Buda Hills

Domingo é dia de fazer programa de domingo, ora bolas! Então vamos passear na floresta enquanto seu lobo não vem e conhecer de perto a paisagem bucólica da Normafa, um parque que fica nas montanhas que circumdam a cidade. No alto fica a Torre Elizabeth de onde se pode ver Budapest por completo. Demos ainda a enorme sorte de encontrar um esquilo pelo caminho, valeu a cansativa caminhada.






Onde está o Wally?


Depois do passeio, Lilla se dispôs a cozinhar e provamos o verdadeiro "gulyás" (lê-se gúlhach), o mais famoso prato da cozinha húngara. É uma carne ensopada com um caldo bem espesso, quase um molho, junto com vários legumes e que no fim do preparo leva um tipo de massa feita na hora só com farinha e ovo, o que em casa a gente chamava de "clês" achando que era coisa de alemão. Ah, e muita páprica pra temperar, óbvio! Pra completar o cardápio, vinho tinto. Húngaro, claro! O legítimo sangue-de-boi, ou melhor, "Egri Bikavér". Finom!!

sábado, 25 de abril de 2009

Zöld Pardon

Pra sair nos fins-de-semana, o pessoal da Aiesec só quer saber de ir em "klub's", lugares onde tocam as mesmas músicas batidas que se ouve em todos os lugares do mundo. Não precisa me conhecer muito pra saber que este tipo de lugar definitivamente não faz o meu estilo, mas o que eu posso fazer? O máximo é aceitar os convites que aparecem e cruzar os dedos pra que a festa seja boa. Com isso, minha sede por um bom show de rock só fazia aumentar, e a essa altura qualquer coisa que fosse tocada ao vivo pra mim já tava valendo. Mas eis que Ivan (sempre ele!) me convidou pra ir no Zöld Pardon, um open-air bar que recém estava reabrindo em função da chegada da primavera, pra ver uma banda húngara relativamente famosa chamada Kaukázus. O lugar é massa pra caralho, muito barato (ingresso HUF 300 [~R$2,80] que tu tem que pagar com três moedas a serem inseridas numa roleta), com ceva gelada e cheio de gente maluca. Uma coisa que estranhei pra caramba é o horário: 8pm começa o show, sem atraso. O sol se pondo e a banda mandando ver.

Esqueci de tirar fotos, mas fiz um videozinho que pelo menos serve pra dar uma idéia da fria em que estou metido... Ah, e preste atenção na letra pois segundo o Ivan é a melhor parte da música!

video

quarta-feira, 22 de abril de 2009

City Lights

Meu programa de hoje furou, então decidi dar uma volta pela cidade pra conferir o que várias pessoas haviam me dito, que os prédios famosos ficavam ainda mais bonitos à noite, iluminados. E é verdade! Ouvindo Tommy Emmanuel, então...



Parlamento


Templo Reformista Szilágyi Dezső



Buda Castle


Basílica de Santo Estevão

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Viena!

Passei o dia em Viena, tivemos uma reunião pra especificação de requisitos de um projeto da EU. Foi a minha primeira experiência de uma reunião realmente ineternacional: croatas, austríacos, holandeses, húngaros e um brasilerio metido no meio... Não deu pra conhecer a cidade, mas uma fotinho do terraço tive que tirar.

Causa perdida

Ok, vocês venceram! Não consigo dar conta de responder todos os emails e até parece que tem algumas pessoas realmente interessadas em saber o que acontece com com esse cara estranho perdido na Europa Central. Então, a partir de hoje to abraçando esta causa perdida que é tentar contar um pouco dessa experiência que é simplesmente inenarrável. Em português, claro, porque "nem beszélek magyarul"!!

PS: fazendo dois posts por dia talvez consiga correr atrás do prejuízo...

domingo, 19 de abril de 2009

Visegrád

O comitê local da Aiesec organizou uma trip pra Visegrád, vilarejo a uma hora e meia de trem de Budapest. O lugar foi a capital do país dos século XIV a XVI e lá estão as ruínas do Castelo Real, com tudo que se pode esperar de uma construção desse tipo do fim da Idade Média: catapultas, arena de justa e até pombo-correio de verdade!



Pombo-correio. Meeeesmo!


Na tarde, passio de bob-sledge.


De volta pra casa num barco, descendo o Danúbio.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Senta e come

A vida nesses primeiros dias tem sido tão agitada que chega a assustar. É tudo tão novo e intenso que é impossível conseguir dar a devida atenção a tudo, absorver por completo o conteúdo que essas experiências proporcionam.

Aqui em casa, por exemplo. Somos três jovens de origens tão diferentes, com tantas idéias diversas e tantas histórias pra contar... Mas em função das diferenças em nossos horários de trabalho e pela necessidade de aproveitar o pouco tempo em casa pra realizar tarefas domésticas, fica quase impossível conseguir conversar.

Por isso hoje decidimos que o compromisso seria jantar em casa! ("Marca uma hora pra nós."). Eu sendo um zero na cozinha, só pude contribuir indo ao supermercado e fazendo as compras, ficando a cargo da ala feminina preparar a janta.


Lilla passou seis meses na Suécia, já viu a aurora boreal, correu em maratonas e quer que eu lhe dê aulas de violão. Delaney fala também francês e já morou na França, esteve em vários países da ásia e sobe e desce pelas escadas os 8 andares que separam nosso apartamento do chão cinco vezes seguidas, no final do dia, só por esporte.

A regra aqui é a seguinte: quem prepara a comida não precisa cuidar da louça, então não tive escolha. Comentei que minha mãe ficaria orgulhosa de me ver fazendo isso, logo eu que sempre fui avesso a esse tipo de coisa. Motivo suficiente pra uma foto.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Margit Sziget

A parte do Danúbio que corta Budapest é cheia de ilhas. Uma delas, a principal, é a ilha de Margarida, onde a filha de um rei do século XIII passou quase toda sua vida, sendo mais tarde canonizada e dando hoje nome ao lugar. Lá estão as ruínas do convento onde viveu e seu túmulo.

O pessoal costuma ir lá pra caminhar, praticar esportes ou simplesmente sentar ao sol. Hoje fui lá pela primeira vez e de cara entendi o porquê de tantas pessoas amarem o local: é simplesmente lindo, especialmente nesta época. E o melhor: fica a 20 minutos de casa...





domingo, 5 de abril de 2009

Delaney

Estava eu, lindo como sempre, deitado em minha cama acordando bem calmamente já perto do meio-dia, quando ouço vozes vindo da sala de estar. Ok, Lilla tem convidados, tudo certo.

Lavo a cara, escovo os dentes, mas é inevitável que me vejam no caminho de volta pro meu quarto, ainda de pijama.
-Roger! Good morning! Come here! ... This is Delaney, she is from New Zeland and she's coming to live with us!
(-What???).

Os parênteses são pra expressar o que pensei e a cara de espanto que provavelmente não consegui esconder. É que só temos dois quartos e não são grandes, então onde ela vai ficar? Mas logo o mistério se desfez e Lilla explicou que ela se mudaria para o que era nossa sala de estar, deixando seu quarto para a nova flatmate. Sendo assim, beleza.

Por ter o inglês como língua nativa, Delaney fala muito rápido e com um sotaque muuuito carregado. Nesse primeiro dia entedia apenas uns 40% do que ela falava, o resto tinha que deduzir ou pedir pra repetir várias vezes. Vai ser bom pra praticar.

Mesmo ainda um pouco cansados da festa da noite anterior, decidimos sair e mostrar um pouco da cidade pra nossa nova colega. Fomos numa espécie de feira que estava ocorrendo no centro ainda em função do Spring Festival, o que nos permitiu almoçar assistindo uma linda opereta ao ar livre. O clima permitiu umas fotos bacanas da Basílica de Santo Estevão.