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terça-feira, 15 de setembro de 2009

chegadas e partidas (parte ?)

Hoje chegou um trainee novo, o Tiago. Ele vai trabalhar num campo de refugiados em Bicske e 'tava precisando de um lugar pra pousar na primeira noite. Aí vale a solidariedade brazuca. Levei ele pra conferir o show do Jamie Winchester.

Tiago, Raquel e eu no Gödör

E dando continuidade ao projeto 22:22, não é que meu alarme toca exatamente no momento que o cara tava autografando o meu CD??

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Rapsódia

Tive que cruzar o oceano pra descobrir que a música de um dos meus episódios prediletos de "Tom & Jerry" foi escrita por um húngaro. Já fez a viagem valer a pena!


Liszt Ferenc - Hungarian Rhapsody #2

E é impressionante como essa cidade respira música. Sempre tem alguém carregando um instrumento no transporte público, de flauta a violoncelo. Os músicos de rua são bons pra caramba e não é difícil ver um violinista virtuose vestido a carater tocando na estação de metrô da Ferenc Körut.

Já falei que a diversidade é muito grande, mas tenho que falar novamente pra enfatizar: tem de tudo, tudo. E o melhor: é barato!! Por exemplo, hoje estávamos sem muito o que fazer, aí numa rápida pesquisa no Google descobri que ia rolar um concerto de música cigana no Gödör. "De grátis"!! Ueba!!

domingo, 17 de maio de 2009

Sorte é ter azar

Acordei relativamente cedo, considerando que hoje é domingo, pois queria ir no Bolhapiac, um mercado de pulgas que acontece todo final de semana no parque atrás da Praça dos Heróis, tipo um Brique da Redenção. Dizem que tem muita bugiganga e quinquilharia da época do comunismo. Lilla se dispôs a me acompanhar e fomos lá conferir.

Chegando no local, qual não é minha surpresa ao descobrir que justamente nesse domingo, talvez o único do ano, o troço não ia abrir pois cederam o lugar pra um evento de Cosplay!? Isso é que é ter azar! Bom, fazer o quê? Já que estávamos lá mesmo, fomos andar pelo parque pra tentar achar outra coisa pra fazer. O fato de estar acompanhado por uma nativa ajuda bastante e torna tudo muito mais interessante, pois sabendo o que as coisas ao redor significam, a paisagem passa a não só cativar pela beleza, mas também pela essência. Ese monumento, por exemplo, eu já tinha visto, mas não tinha dado importância pois sabia do que se tratava. É um memorial da Revolução de 1956, na qual eles furaram a bandeira que no centro tinha um símbolo stalinista pra mostrar sua insatisfação com o regime.

Andamos mais um pouco pra tentar achar algum outro programa interessante pra fazer. E em Budapeste sempre há. Caso você não tenha a mínima idéia do que fazer, é só dar uma banda pela rua que logo descobre algo bacana e barato. Passeando perto do Vajdahunyad, achamos um festival de vinho Kunsági que funcionava assim: por 700 Forints tu ganhava uma taça e direiro a 5 degustações. Traduzindo: mais de meio litro de vinho da melhor qualidade por 7 pila, com direito a música e cultura local. (!!). Sorte é ter azar!

[Fotos: à direita, na estátua do Anonymus; à esquerda, igreja dentro do Castelo]

Já no meio da tarde fomos conhecer a Bárbara que faz parte do Central and Eastern Europe Growth Network Board da Aiesec e por isso, desde de julho do ano passado, já passou por 26 países!! Muita história interessante pra ouvir! Aí descobrimos que 'tavam rolando uns shows de graça na frente do Museu Nacional, então preparamos um chimarrão e rumamos pra lá.

High five!!



Acabamos o dia fazendo uma cervejada no Gödör, comprovando um dos slogans da capital húngara: "é impossível ficar entediado em Budapest".





quarta-feira, 13 de maio de 2009

Last Drops, bundas e antropologia

As coisas mais insólitas acontecem em Budapest. Por exemplo, esses dias estavam chamando para uma guerra mundial de travesseiros, mas não fui pois estavam prometendo armamento pesado e tive receio de sair ferido. :)

Essa semana surgiu o convite pra ir numa "tram-jam" e decidi ir conferir. Era o seguinte: uma banda de country-rock alternativo chamada Last Drops lançou um email chamando os fãs pra se reunirem numa praça, beber uma cevas e pegar o bonde #2, famoso por sua sightseeing tour ao longo da margem do rio, no qual eles iriam tocar e fazer um vídeo enquanto todos iam em direção a um pub onde mais tarde eles iriam se apresentar.

Conforme o combinado, todos estavam na tal praça na hora informada, mas era muito mais gente que eles esperavam e o tram ficou lotado!! Foi divertido pra caramba, muita bagunça e gargalhadas; por pouco não chamaram a polícia.

[colocar aqui o vídeo]

Aí já no bar eu 'tava conversando em português com um italiano que trabalhou na GVT em PoA sobre como achava engraçado o modo como se faz pra chingar o juíz numa partida de futebol por aqui: os húngaros gritam "bunda, bunda!!", que significa trapaceiro. Nisso se virou um desconhecido e exclamou: "porra, só pode ser brasileiro pra ficar falando em 'bunda' desse jeito".

João é antropólogo e 'tá escrevendo sua tese que trata das diferentes visões do regime comunista: fora, dentro e depois dele. Pra isso, morou nos EUA - "los enemigos" -, em Cuba e agora está aqui pois, segundo ele, a Hungria é o país que melhor preserva os registros da sua época comunista e dá subsídios pra estudo. O cara é uma figuraça e, se não me engano, já tem dois mestrados; mas não lembro muito bem porque a cerveja 'tava gelada. Filosofia de boteco agora com pedigree...

(na foto: Ákos, Carmello, João e eu)

domingo, 10 de maio de 2009

Pagode na ilha

Não tinha como escapar, mais cedo ou mais tarde isso ia acontecer. Calcula aí pra tu ver: ( brasileiros + violão ) x saudades = roda de pagode!!

Decidimos aproveitar o fim de tarde na Margit Sziget juntando a galera e jogando conversa fora. E eu sou valente e assumo: toquei pagode, sim! E daí?? E bossa nova. E sertaneja!! 'Tô até vendo meio mundo dizendo "quem te viu e quem te vê, Roger".

Apareceram também outros conterrâneos como o pessoal que trabalha no Braseiro, restaurante brasileiro que tem aqui, e na ocasião conheci o Jubilei, maluco que taí há uns 4 anos ensinando capoeira (!!). Ele não fala nada de inglês, mas pra quê se nesse tempo aprendeu húngaro (!!!!!!!)?


sábado, 25 de abril de 2009

Zöld Pardon

Pra sair nos fins-de-semana, o pessoal da Aiesec só quer saber de ir em "klub's", lugares onde tocam as mesmas músicas batidas que se ouve em todos os lugares do mundo. Não precisa me conhecer muito pra saber que este tipo de lugar definitivamente não faz o meu estilo, mas o que eu posso fazer? O máximo é aceitar os convites que aparecem e cruzar os dedos pra que a festa seja boa. Com isso, minha sede por um bom show de rock só fazia aumentar, e a essa altura qualquer coisa que fosse tocada ao vivo pra mim já tava valendo. Mas eis que Ivan (sempre ele!) me convidou pra ir no Zöld Pardon, um open-air bar que recém estava reabrindo em função da chegada da primavera, pra ver uma banda húngara relativamente famosa chamada Kaukázus. O lugar é massa pra caralho, muito barato (ingresso HUF 300 [~R$2,80] que tu tem que pagar com três moedas a serem inseridas numa roleta), com ceva gelada e cheio de gente maluca. Uma coisa que estranhei pra caramba é o horário: 8pm começa o show, sem atraso. O sol se pondo e a banda mandando ver.

Esqueci de tirar fotos, mas fiz um videozinho que pelo menos serve pra dar uma idéia da fria em que estou metido... Ah, e preste atenção na letra pois segundo o Ivan é a melhor parte da música!