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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Wien (3º dia)

Na real, este post não era pra existir. O plano era voltar cedo na segunda-feira e ir direto pro trabalho. Mas... (E sempre tem um "mas..."). Nosso trem quebrou. Três vezes. Pane elétrica.

Brincando nos trilhos do trem

Na primeira vez, estávamos a meia hora do destino e paramos no meio do nada. Sol a pino perto do meio-dia, calor infernal dentro do vagão e sem enrgia pra ligar o ar condicionado. Hell IS a bad place to be. Ninguém da tripulação falava inglês e ficávamos recebendo informações através de rumores. Depois de esperar muito tempo e de levar um cagaço achando que tinha um outro trem em rota de colisão, começamos a ser rebocados por uma outra locomotiva à impressionante velocidade de 5km/h!! Resumindo a história, essa locomotiva acabou quebrando e uma segunda que foi mandada também. Na última vez já estávamos quase em Budapest e estávamos tão de saco cheio que decidimos deixar o trem e encontrar outro jeito de chegar em casa, o que não foi difícil.

Deixando o trem pra trás

Mas... (Olhaí ele denovo). Sempre tem o bright side. Com esse tempo todo pra gastar e, mesmo tendo um livro interessante pra ler (atualemente "Zen and the Art of Motorcycle Maintenance"), a gente fica entediado e se obriga a fazer algo interessante. Com isso, acabamos conversando com pessoas legais pra caramba as quais nunca conheceríamos se não fosse esse problema: Andrew, novaiorquino, 'tava viajando sozinho porque seu parceiro teve que voltar às pressas por questões familiares; um casal de Brasília fazendo tour pela Europa; um trio de estudantes de Minnesotta - Kelly, Laura e Megan - que, se não fosse pelo inconfundível american accent passariam por austríacas sem problemas; Markus, um suiço "rock concert hunter" que namora uma brasileira, fala uns 7 idiomas e já foi em todos nos shows de todas as bandas que tu possa imaginar; enfim... Fomos então pro vagão restaurante brindar ao infortúnio!



Acabei perdendo o dia de trabalho por causa desse problema, mas em compensação, o fato de termos conhecido essa galera nos garantiu uma noite bacana com aulas de drinking games e um monte de histórias malucas pra compartilhar.

domingo, 24 de maio de 2009

Wien (2º dia) [+ ac/dc]

Saímos antes do meio-dia pra tentar terminar de cumprir pelo menos os principais pontos da cidade, mas mesmo que o transporte público seja exemplar, é muito cansativo e humanamente impossível de conhecer tudo. Ainda mais que tínhamos compromisso à noite e precisávamos guardar alguma energia pro que estava por vir... Nosso principal destino em Vienna, na verdade, era um estádio de futebol. Não que seja um ponto turístico, mas é que lá estava pra acontecer o show do AC/DC!!!

Então antes só fomos dar uma banda no Stadtpark, um dos principais parques da cidade, e depois conhecer o Palácio de Schönbrunn, que tem mais de 1400 aposentos, um dos maiores do mundo.

Músico de rua no Stadtpark

Estátua de Johann Strauss.


Por acidente na Karlsplatz
Comendo um brezel em frente ao Palácio

Era apenas umas 5pm, mas já 'tava na hora de rumar pro estádio, pois esperávamos pontualidade austríaca para o início do show que no ingresso dizia 6pm. Ledo engano, mas tudo bem: deu pra curtir um bom show de abertura do The Answer.


Nove em ponto apagam-se as luzes e a gritaria é geral. Muita gente histérica e em êxtase. Há um telão colossal no meio do palco e mais um ao lado de cada PA, os quais são tomados por um cartoon em que o Angus Young é o maquinista de um trem desgovernado que acaba por invadir o palco em meio a fogos e explosões! A banda abre a noite com a primeira faixa do novo álbum "Rock and Roll Train"!!! Um espetáculo!!

A partir daí engataram todas as confirmadas dos álbuns anteriores, com direito a serviço completo: boneca inflável em Whole Lotta Rosie, strip-tease do Angus em The Jack, sino descendo em Hell's Bells e muito mais. Enfim, barba, cabelo e bigode.



Legenda: Aí Fernandoooo!!! Escuta aí, véio! 'Tamo aqui, véio!!!

Do álbum novo tocaram apenas 5, destaque pra War Machine.



Legenda: Aí, César!!! Wuhu!!

Solo do Angus no meio da galera!


I'm on my way to the promised land: I'm on a highway to hell!!

No final, canhões pra saudar those about to rock. Apoteose!!!

A volta pro hostel foi bem complicada. O metrô lotado nos obrigou a buscar rotas alternativas, aí acabamos nos perdendo e foi um inferno. Mas com a alma lavada desse jeito, nem o inferno é um lugar ruim pra se estar.

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sábado, 23 de maio de 2009

Wien (1º dia)

Tinha prometido pra mim mesmo voltar a Viena pra conhecer a cidade com calma e especialmente neste fim de semana tinha um motivo pra lá de especial. 'Tava difícil de arranjar parceria pois, embora a cidade fique bem próxima, é sabido que tudo lá é muito mais caro (e o tal motivo especial necessita de um fôlego financeiro extra), mas por fim o Henrique não se agüentou e topou ir na indiada.

Pegamos o trem perto das 9am e já na ida conhecemos um casal americano muito gente boa. É impressionante as histórias que é possível ouvir desse pessoal que viaja pelo mundo, especialmente de pessoas como eles que trabalham com empresas da área de transporte/turismo.
Eu, Henrique, Jim e esposa.

O hostel dessa vez era ótmo, a cinco minutos da estação e bem barato pros padrões austríacos (EUR 15). Além disso, "boas e más notícias: não temos mais os lugares no dormitório que vocês reservaram, mas temos um quarto duplo que faremos pelo mesmo preço". (!!).

Não pudemos ver o quarto pois ainda estavam desocupando-o, então só deixamos as malas no armário do hostel e já saímos pra desbravar a cidade. Mesmo plano de Praga: pegar uns panfletos e encontrar os pontos turísticos.
Igreja de Santa Maria da Vitória

Os preços de Vienna são um caso à parte. Os números muito parecidos com os do Brasil. Lata de cerveja 0,5l: 1,70; wurst (lingüiça): 1,50; fatia de pão: 1,00. A única diferença é que é em Euro, então o valor real é o triplo!!

Almoço salgado.

Assim como em Budapest, sempre tem algo acontecendo. Por coincidência pegamos exatamente o final de semana do Festival de Viena!
Show na frente do parlamento.


Votivkirche

Michaelerplatz


Palácio Imperial de Vienna


Stephansdom

A noite reservava fortes emoções: legítimo Jägermeister e depois Edelweiss, a melhor cerveja que já bebi!!


domingo, 3 de maio de 2009

Praha (3º dia)

Eu sou mesmo um péssimo turista: quando finalmente estava entrando no clima da capital tcheca 'tava na hora de ir embora. Eu vivo tudo atrasado...

Deixamos as malas prontas no hostel e saímos bem sem destino, caminhando sem pressa e com tempo pra olhar ao redor e sacar o verdadeiro espírito do lugar. E acho que é aí que mora a verdadeira beleza de cada cidade: nos detalhes e nas nuances que só se encontra quando não se está procurando.

Sobre o Rio Vltava com o Castelo de Praga e a Ponte Carlos ao fundo.

Victor, eu e Diego: "Na zdraví"!!


Street Jazz na Praça do Relógio

Na finaleira, ao procurar alguns souvenir de lembrança, achei uma loja toda dedidada a jogos e puzzles. Quase enlouqueci, o Diego teve que me tirar de arrasto!!

Paraíso.


Mas como o amor é cego, na volta conversávamos sobre como, por mais que em alguns aspectos Praga supere Budapest, tivemos muita sorte em escolher a segunda pra viver, podendo visitar a primeira. E além dessa, outra certeza: a de voltar pra visitar com mais tempo.

PS: outras coisas que quero lembrar:
-os semáforos sonoros para os cegos
-a discussão do Roberto com a gerente do restaurante que disse que aquilo não era um fast-food
-Diego cantando e dançando a música tema da viagem pelas ruas da cidade

sábado, 2 de maio de 2009

Praha (2º dia)

Seguindo o nosso plano de ir viajar sem planos, pegamos um panfleto no hostel que indicava os principais pontos de visitação e partimos pra tentar cumprir os possíveis. Aí percebi uma grande difereça com relação à Budapest: Praga é uma cidade preparada pro turismo. Todos falam inglês, há materiais de divulgação em várias línguas - até português - em todos os pontos estratégicos e o transporte público é excelente (melhor que o da Hungria). Em compensação, se paga o preço por isso: tudo é bem mais caro, e cobram pra visitar qualquer coisa. Pra ver um cemitério famoso, 300 Coroas (uns R$35); nenhum concerto por menos de 400 Coroas e pra ver qualquer museu, o mínimo é uns R$ 10. Até em algumas igrejas não é possível entrar sem desembolsar algo.

Mas quem paga o real preço disso é a população. Não tem como não deixarem transparecer sua chateação de ver a sua cidade tomada por estrangeiros e ter seu custo de vida multiplicado por causa disso. Por isso, te atendem com um tom no limite da cordialidade e às vezes até deixam um pouco a desejar.

O lugar é impregnado de história. Passar pelas ruas onde aconteceu a Primavera de Praga, por onde andou Kafka e Mozart é algo meio surreal e é impossível colocar em fotos toda essa grandiosidade e beleza. Tirei mais de 300 e vou postando aqui apenas as que melhor resumem o lugar, ao meu ver, nem que não sejam as mais bonitas.




Loreta

Cidade das cem cúpulas.

Portão da Ponte Carlos



Orloj, ou Relógio Astronômico



Aí, Kaka: a versão tcheca do nosso Toni da Gatorra

Aiesec em Praga: Itália, Brasil, Grécia e Romênia.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Praha (1º dia)

Antes de vir pra Europa, sempre que comentava da minha viagem com alguém que já tinha estado aqui, me davam o mesmo conselho: "vai pra Praga"!! Parecia até maldição, mas chegando lá entendi o reiterado conselho. Se já estava espantado com a quantidade de lugares magníficos aqui em Budapest, em Praga este sentimento se multipicou. Mas antes de chegar à cidade propriamente, acho legal comentar um pouco sobre a viagem em si.


Diego e eu no busão. Esse, sim, merece o aumentativo.

Como não haverá muitos feriados este ano, eu tinha que aproveitar o Dia do Trabalho de alguma forma. Estava decidido a ir mesmo que sonzinho, mas eis que o Diego topou encarar a jornada. Procurando bem é possível encontrar opções realmente baratas de transporte. A melhor neste caso foi ir de ônibus, pagamos o equivalente a R$85. Diego achou um saco as sete horas de estrada, mas eu sempre gostei de viajar de ônibus (não quer dizer que prefira isso à ir de avião), porque perceber a paisagem passando e se transformando dá a verdadeira noção da distância percorrida. Acho uma compensação bem justa perder umas horas a mais e poder ver cenas como estas abaixo.

"tudo bem, até pode ser que os dragões sejam moinhos de vento..."
(Repare no tamanho do gerador eólico comparado à torre de transmissão de eletricidade).

Não é nenhum mar de rosas, mas quase...

Ao chegar, fomos direto pro hostel que fica a 5 minutos da rodoviária. Não era lá essas coisas, mas ficava também perto de uma estação do metrô, tinha um supermecado ao lado e o melhor: era barato!!

A partir daí acho que as fotos são mais eficientes que as palavras.

Tomando uma legítima Staropramen na Václavské náměstí

Ao fundo o Museu Nacional e Praga


Monumento à União Européia


Ou, melhor: Castelo de Praga

Em frente ao Museu de Franz Kafka

Sobre a Ponte Carlos

PS: as fotos do Diego ficaram bem melhores, vou postar assim que tiver...