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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Flatmates reunion!

Depois de seis meses voltei a reencontrar minhs duas primeiras flatmates, Lilla, que acaba de voltar da Índia, e Delaney, que está voltando pra Nova Zelândia. Muita coisa aconteceu nesse meio ano e viramos a noite contando os ocorridos. Estranho perceber que muito provavelmente este foi nosso último encontro...


terça-feira, 15 de setembro de 2009

chegadas e partidas (parte ?)

Hoje chegou um trainee novo, o Tiago. Ele vai trabalhar num campo de refugiados em Bicske e 'tava precisando de um lugar pra pousar na primeira noite. Aí vale a solidariedade brazuca. Levei ele pra conferir o show do Jamie Winchester.

Tiago, Raquel e eu no Gödör

E dando continuidade ao projeto 22:22, não é que meu alarme toca exatamente no momento que o cara tava autografando o meu CD??

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Hermanos Colombianos

Esse post podia ter o título de "chegadas e partidas (III)", mas se eu começar a numerar todas as vezes que tem alguém indo embora, vou perder as contas.

Dessa vez é o Juanca que está de partida e, pra encerrar sua estada em Budapest em grande estilo, ofereceu um jantar legitimamente colombiano:
Bandeja paisa e aguardiente antioqueño.


sexta-feira, 29 de maio de 2009

Chegadas e partidas (II)

Agora toda sexta tem futebol com o pessoal do escritório depois do expediente. Muito diferente do que é no Brasil, aqui eles jogam por pura diversão: não tem falta, os times nem sempre têm o mesmo número de jogadores e o placar é o que menos importa. Deixa de ser uma disputa e vira farra.

Quando entro em casa, ainda na porta Lilla me avisa que cheguei bem a tempo de jantar com eles. Pergunto se há algum motivo especial, já que não é comum termos uma refeição juntos.

-Martin está indo.
-Sim, eu sei; pra Vienna, amanhã.
-Não, pra casa, de volta pra Coréia.
-Sério?? Ué, o que houve??
-Não sei bem, o trabalho não está legal, parece.

Durante o jantar ele explicou o porquê do seu retorno antecipado, questões internas da empresa. Ele vai embora em uma semana e Lilla talvez não esteja aqui pra se despedir pois vai estar viajando, por isso o "jantar de despedida". Lamentável, ele é um cara tri bacana e só pude aprender poucas palavras em coreano. Conversamos sobre a atual situação na Coréia e ouvir direto da boca de um nativo sua visão sobre o que está acontecendo é algo muito diferente. O conflito deixa de ser uma mera notícia nos jornais e passa a ter vida. Uma guerra deixa de ser uma discussão sobre economia, sistema, território, tradição: no fundo a gente está falando é de pessoas!!

Lamentos à parte, deu pra gente se divertir fazendo um intensivão de "bad word classes". Saca só a minha aula:



terça-feira, 19 de maio de 2009

Gauchada Reunida

Com a chegada da Barbara (que é de São Leopoldo) no domingo e com a visita da Mônica, cachoeirense que 'tava em Portugal fazendo seu mestrado em Ciência da Computação, agora somos quatro gaúchos Aiesecers em terras húngaras, motivo mais que suficiente pra uma comemoração.

Decidimos nos reunir e chamar mais alguns amigos pra fazer um carreteiro e lembrar algumas músicas da querência. Nem procuramos charque, é certo que isso não existe aqui. Mas até encontrar carne de gado é uma missão complicada por estes pagos, então o jeito foi fazer o prato com linguiça, o que aqui se encontra em abundância e grande variedade. E até que ficou bem bom o tal carreteiro húngaro cor de laranja e tempero picante de páprica.

Acabou rolando de tudo que é tipo de som, de "vaquinha preta" a "faroeste caboclo". Bacana foi ver o pessoal cantando "de música ligeira" em quatro versões diferentes ao mesmo tempo, incluindo a original em espanhol: que torre de babel. Muitas canções dos Engenheiros e todos os hinos rio-grandenses, no fim até improvisos inusitados como o "blues do Guaíba podre" que o Guilherme compôs de repente.

A noite mereceu um "high five", versão romana!!




domingo, 10 de maio de 2009

Pagode na ilha

Não tinha como escapar, mais cedo ou mais tarde isso ia acontecer. Calcula aí pra tu ver: ( brasileiros + violão ) x saudades = roda de pagode!!

Decidimos aproveitar o fim de tarde na Margit Sziget juntando a galera e jogando conversa fora. E eu sou valente e assumo: toquei pagode, sim! E daí?? E bossa nova. E sertaneja!! 'Tô até vendo meio mundo dizendo "quem te viu e quem te vê, Roger".

Apareceram também outros conterrâneos como o pessoal que trabalha no Braseiro, restaurante brasileiro que tem aqui, e na ocasião conheci o Jubilei, maluco que taí há uns 4 anos ensinando capoeira (!!). Ele não fala nada de inglês, mas pra quê se nesse tempo aprendeu húngaro (!!!!!!!)?


sábado, 9 de maio de 2009

Guilherme

A certa altura da festa de ontem, cheguei na roda onde estavam alguns brasileiros e percebi um sotaque tri familiar enquanto ouvia também os outros fazendo piada:
-Rapái! E ainda por cima é colorado! Só falta dizer que é de Pelotas!!

Guilherme tinha chegado ontem mesmo de Porto Alegre e estava mais perdido que cebola em salada de fruta. Compreensível, pois além do baque natural que se tem logo no início, ele não teve muita sorte: foi largado num flat bem longe do centro e nem chegou a conhecer seu trainee buddy. Trocamos poucas palavras pois eu e alguns amigos acabamos indo para outra festa, mas disse pra ele me ligar que eu poderia ajudar dando algumas barbadas e mostrando os pontos principais da cidade.

Hoje então fomos dar uma banda nos cartões postais e lhe dei instruções gerais sobre a vida aqui, dicas que vão de onde fazer câmbio a como usar o transporte público. Me senti muito bem por poder passar adiante essas coisas que aprendi neste primeiro mês aqui. Como diz meu amigo Jota, o conhecimento só tem valor se puder ser partilhado.


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Chegadas e partidas

Contrariando nossas expectativas, não demorou nada pra acharmos um novo flatmate. Na real, menos de duas horas: Delaney postou o anúncio na lista de emails dos trainees na quarta à tarde e logo depois Martin veio aí pra conhecer o lugar e garantir a vaga, deixando pra fazer a mudança hoje.

Sendo coreano, claro que seu nome de fato não é este, mas é quase impossível pra nós, ocidentais, pronunciar ou escrever da forma correta, então ele adotou este nickname pra facilitar a vida de todos, principalmente a sua própria. É muito louco esse lance da pronúncia. Até hoje não vi um húngaro que consiga articular perfeitamente o nosso "ã", então imagino a diferença que é pra um oriental.

Quando perguntou sobre algum lugar próximo pra jantar, lembrei de um restaurante oriental que vi a duas quadras daqui, nada mais adequado. Aproveitei a oportunidade pra ir lá matar a fome e aprender um pouco sobre um país que cresceu mais de 8% ao ano durante duas décadas!!


E agora à noite tem a festa de despedida do Malaca, digo, do grego, digo, ... Putz, nem sei o nome dele. Isso que é foda por aqui: quando a gente começa a criar qualquer tipo de laço, já é hora da despedida. Não sei se sei viver desse jeito tão apressado em que não se tem tempo nem de saber os nomes das pessoas. Também não sei se quero aprender isso, embora comece a achar que talvez seja preciso.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Leandro's Farewell (part 2)

O Leandro convidou pra sua despedida (sim, a segunda, agora derradeira), já que ele embarca amanhã. Nada de exagero pois ele pega o voo pela manhã (e eu também tenho sete horas de ônibus pra enfrentar), apenas umas cervejas no Incognito com alguns dos seus colegas de trabalho na Ericsson, trainees da Aiesec e outros brasileiros que ele conheceu nesses quatro meses de Hungria.

'Tava bacana, mas o clima de despedida impede que seja uma ocasião feliz, ainda mais no caso dele em que deixa laços e pontas desamarradas deste lado do oceano e gostaria de ficar.


Leandro, eu e Diego.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Senta e come

A vida nesses primeiros dias tem sido tão agitada que chega a assustar. É tudo tão novo e intenso que é impossível conseguir dar a devida atenção a tudo, absorver por completo o conteúdo que essas experiências proporcionam.

Aqui em casa, por exemplo. Somos três jovens de origens tão diferentes, com tantas idéias diversas e tantas histórias pra contar... Mas em função das diferenças em nossos horários de trabalho e pela necessidade de aproveitar o pouco tempo em casa pra realizar tarefas domésticas, fica quase impossível conseguir conversar.

Por isso hoje decidimos que o compromisso seria jantar em casa! ("Marca uma hora pra nós."). Eu sendo um zero na cozinha, só pude contribuir indo ao supermercado e fazendo as compras, ficando a cargo da ala feminina preparar a janta.


Lilla passou seis meses na Suécia, já viu a aurora boreal, correu em maratonas e quer que eu lhe dê aulas de violão. Delaney fala também francês e já morou na França, esteve em vários países da ásia e sobe e desce pelas escadas os 8 andares que separam nosso apartamento do chão cinco vezes seguidas, no final do dia, só por esporte.

A regra aqui é a seguinte: quem prepara a comida não precisa cuidar da louça, então não tive escolha. Comentei que minha mãe ficaria orgulhosa de me ver fazendo isso, logo eu que sempre fui avesso a esse tipo de coisa. Motivo suficiente pra uma foto.

domingo, 5 de abril de 2009

Delaney

Estava eu, lindo como sempre, deitado em minha cama acordando bem calmamente já perto do meio-dia, quando ouço vozes vindo da sala de estar. Ok, Lilla tem convidados, tudo certo.

Lavo a cara, escovo os dentes, mas é inevitável que me vejam no caminho de volta pro meu quarto, ainda de pijama.
-Roger! Good morning! Come here! ... This is Delaney, she is from New Zeland and she's coming to live with us!
(-What???).

Os parênteses são pra expressar o que pensei e a cara de espanto que provavelmente não consegui esconder. É que só temos dois quartos e não são grandes, então onde ela vai ficar? Mas logo o mistério se desfez e Lilla explicou que ela se mudaria para o que era nossa sala de estar, deixando seu quarto para a nova flatmate. Sendo assim, beleza.

Por ter o inglês como língua nativa, Delaney fala muito rápido e com um sotaque muuuito carregado. Nesse primeiro dia entedia apenas uns 40% do que ela falava, o resto tinha que deduzir ou pedir pra repetir várias vezes. Vai ser bom pra praticar.

Mesmo ainda um pouco cansados da festa da noite anterior, decidimos sair e mostrar um pouco da cidade pra nossa nova colega. Fomos numa espécie de feira que estava ocorrendo no centro ainda em função do Spring Festival, o que nos permitiu almoçar assistindo uma linda opereta ao ar livre. O clima permitiu umas fotos bacanas da Basílica de Santo Estevão.